quinta-feira, 22 de maio de 2014

diário de confissões 3

Finalmente voltei a minha vida cotidiana! Voltei a ser quem eu sempre fui. Sem estranhar... Sem deixar faltar amor a ninguém e sem sentir a falta do amor de alguém. Realmente a vida nos prega peças. Nos faz ir ao extremo pra atingir nossos limites. Eu acho incrível a capacidade q alguns tem... De mesmo o mundo estar desabando para eles.... Fingem q ele está inteiro e perfeito. Mas essas mesmas pessoas q sabem fingir ñ sabem fingir pra quem os conhece bem... E essas pessoas se chamam amigos. Mas ñ amigos falsos e sim os verdadeiros. Aqueles a quem nos estendem a mão e dizem: "calma vai dar tudo certo... Vai ficar tudo bem". Tem um poema q é bem assim:

"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. 
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. 
Deles não quero resposta, quero meu avesso. 
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. 
Para isso, só sendo louco. 
Louco que senta e espera a chegada da lua cheia. 
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. 
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. 
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. 
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. 
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. 
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. 
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso. 
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. 
Não quero amigos adultos, nem chatos. 
Quero-os metade infância e outra metade velhice. 
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril."